quinta-feira, 20 de agosto de 2009

Carta Social

Chegou aqui em casa há alguns dias um documento para o meu pai, que vive no Ceará.
Coloquei o documento no envelope, preenchi frente e verso e resolvi mandar como Carta Social, pois assim pago apenas 1 centavo. Afinal temos que economizar em tudo que podemos, certo?

Fui então à agência dos Correios que tem aqui por perto. Lá chegando, não havia ninguém além das funciónárias.

Fiquei na marcação de início da fila e aguardei.
Uma funcionária estava de costas passando vários envelopes por uma máquina.
A outra estava de frente para mim, atrás do guichê, enrolando o rolo (pleonasmo???) de papel que sai da impressora. Esta nem se dignou a olhar para mim, e foi para uma outra sala interna.

A funcionária que estava de costas percebeu minha presença e com um sorriso disse: "Boa tarde, só um minuto!"

Enfim, a outra voltou e me perguntou sem vontade: "Sim?"
Respondi: "Preciso enviar esta carta."
Ela: "Carta comum?"
Eu: "Carta Social."

A expressão facial dela mudou, como que com certa indignação.
Então ela pegou o envelope com as pontas dos dedos, olhou os dois lados e largou na balança:
"Um centavo...", com certo desdém.
"Ok". Peguei minha niqueleira e busquei a moeda de 1 centavo que eu havia separado para este momento.

Ela jogou a moeda na gaveta e selou o envelope.
Perguntei: "Posso deixar com você?"
Ela: "Coloca na caixinha ao lado, por favor...".

Não sabia que era errado utilizar a Carta Social, que exercer meu direito de cidadã geraria indiganação na funcionária. Será que ela acha um absurdo ter que me atender porque eu ia pagar um centavo pelo serviço???