segunda-feira, 19 de maio de 2008
Assento reservado...para quem?
E andar de metrô é uma dessas experiências que me leva a refletir sobre aqueles que me cercam.
Quando entramos na estação, na escada rolante tem um aviso: "Deixe a esquerda livre para circulação". Ao ver como as pessoas se distribuem, vem a prova de que a maioria delas tem algum destes problemas:
1) não sabem ler;
2) não sabem qual é a esquerda;
3) são estúpidas.
Na plataforma, existe uma faixa amarela no chão.
Aviso sonoro: "não ultrapasse a faixa amarela antes do trem abrir as portas". Novamente o comportamento das pessoas prova que das três, uma:
1) são surdas;
2) são daltônicas;
3) são estúpidas.
Vamos falar um pouco dos bancos cinzas.
Logo acima deles, existe uma placa informando:
"Assento reservado para uso de gestantes, pessoas portando crianças de colo, idosos e deficientes físicos. Ausentes pessoas nestas condições o uso é livre".
Mas o fato de eu sempre ver pessoas que não se enquadram nos casos indicados sentadas, enquanto os que teriam direito ficam de pé, prova que dessas pessoas sentadas podemos concluir que:
1) não sabem ler nem interpretar desenhos;
2) são deficientes de caráter; (valeu, Mushi!)
3) não sabem o que significa "reservado" e "ausentes";
4) são estúpidas.
Por isso que Albert Einstein disse:
"Só existem duas coisas infinitas:
O universo e a estupidez humana.
E não estou muito seguro da primeira."
segunda-feira, 5 de maio de 2008
"Por que você não gosta de morango???"
Eu, por exemplo, não gosto de morango e goiaba, entre muitas outras coisas. E acho que é um direito meu, afinal, gosto é que nem nariz, cada um tem o seu. Ou, como dizia um amigo meu: "Gosto não se discute, se lamenta!". Incompreensível é a indignação de certas pessoas quando percebem que você não curte algo que eles gostam.
"Nossa, mas morango é tão gostoooooso!!! Todo mundo adora." / "Goiabada é uma delícia! Por que você não gosta?"
Ok, ok, respeito sua opinião. Mas por que eu tenho que me justificar???
Pior que eu me justifico...
"Ah, é que eu acho morango azedo, só isso...", pensando que isso fechará o assunto.
Mas logo vem: "Ah, mas é o azedinho que é bom! Já experimentou com creme de leite?"
Aaaaaaiiiii, não, nunca experimentei, aliás, nem sei o que é morango, muito menos creme de leite!!! Melhor assim???
E quando digo que não gosto de balada, de sair à noite?
Aí começa um martírio.
"Então você nunca saiu com uma turma legal."
"Não pode ser assim, você parece velha."
"Você não sabe o que está perdendo..."
O problema não era a turma, nem o local...simplesmente...não gosto.
Parecem aquelas Testemunhas de Jeová que aparecem no meu portão no sábado às 7h da manhã:
"Obrigada, mas eu sou de outra religião!"
"Mas você PRECISA ouvir a palavra de Jesus!!!
Como você pode negar Jesus em sua vida?"
"............."
Onde será que foi parar o respeito à opinião alheia???
Provavelmente se perdeu nesta selva de convenções, modismos e preconceitos.
Eu quero ter o direito de comer a feijoada e não pegar a couve refogada, de recusar o cheese cake, de gostar de viajar com meus pais, de não beber uísque, de adorar ficar em casa no sábado à noite, de preferir água ao refrigerante e muito mais, sem ter que me justificar!!!
Só isso...
sábado, 3 de maio de 2008
Romance Paulistano
(Essa é para quem ainda não conhece este lindo poema!!!)
O momento que estamos juntos é interminável.
Nossos corpos estão tão unidos...
Que posso sentir-lhe as batidas do coração!
Sua respiração se confunde com a minha...
Nossos movimentos são sincronizados...
Indo e voltando...
Para frente e para trás...
Às vezes pára...
Como que querendo nos colocar à prova.
Quando nos cansamos da mesma posição...
Nos esforçamos para mudar.
Mesmo que seja só um pouco...
O suor de nossos corpos começa a fluir...
Sem nada que possamos fazer.
Um calor enorme parece que nos fará desmaiar...
Estamos próximos do clímax!
Uma força ainda maior nos faz ficar ainda mais colados um ao outro...
Agora sinto todo seu corpo.
E quando não agüentamos mais segurar...
Uma voz ecoa em nossos ouvidos:
"Estação Sé, desembarque pelo lado esquerdo do trem!"
Fonte: http://bacaninha.uol.com.br/
quinta-feira, 1 de maio de 2008
4 perguntas = 2 respostas
Normalmente, o índice fica em 50%, ou seja, faço 4 perguntas e só recebo 2 respostas.
É como se metade das perguntas simplesmente "evaporassem". Será que confundem com a assinatura da mensagem??? Vou dar um exemplo (atenção, é apenas um exemplo!):
"Fulano, bom dia!
Solicito informações a respeito do evento:
1) Qual a data?
2) Qual o custo de participação?
3) Quantas pessoas de nossa empresa poderão participar?
4) Podemos fazer alguma ação de marketing?
Atenciosamente,
C. O. "
Resposta:
"Cristina, bom dia!
O evento será no dia 31 de fevereiro. O custo do evento é de US$1000,00.
Atenciosamente,
Fulano."
Helloooooo! Eram 4 perguntas, portanto eu esperava por 4 respostas!!!
Será muito otimismo meu fazer uma pergunta e esperar por uma resposta para a mesma?
Cheguei à conclusão que vou desenvolver a seguinte estratégia: primeiro farei as perguntas cujas respostas necessito, logo em seguida, colocarei outras perguntas, sendo que estas serão para aqueles 50% que ficam no "limbo" da mente do leitor do email! Então será assim:
"Solicito informações a respeito do evento:
1) Qual a data?
2) Qual o custo de participação?
3) Quantas pessoas de nossa empresa poderão participar?
4) Podemos fazer alguma ação de marketing?
5) Com quantos paus se faz uma canoa?
6) Quem nasceu primeiro: o ovo ou a galinha?
7) Quem você prefere: Maradona ou Biro-Biro?
8) Quem desmafaguizar os 7 mafagafinhos bom desmafaguizador será?"
Pronto!!! Assim terei minhas tão aguardadas respostas, e talvez até receberei como bônus algumas respostas para alguns dos grandes enigmas da Humanidade!
"Quer que eu segure sua bolsa?"
Mas, voltando, por que muitas destas pessoas que estão sentadas não se oferecem para segurar os pertences daqueles que estão de pé, minimizando o desconforto geral dentro do ônibus??? Será vergonha, ignorância, nojo, ou simples maldade? Realmente, falta sensibilidade a estas pessoas...
Entretanto, esta questão também tem um outro lado: sei que não é algo educado uma pessoa estar sentada e não se oferecer para ajudar quem está de pé, mas isso não diminui a grosseria daqueles que, estando de pé, insistem em jogar suas sacolas na cabeça dos que estão sentados. "É para eles se tocarem!!!". Minha nossa! Será que percebendo uma situação destas, não seria mais gentil perguntar: "Bom dia! Se não for incômodo, será que o senhor poderia me ajudar segurando minha bolsa?".
Ok, ok, sei que não é fácil pedir algo assim. Mas se alguém tem coragem de meter a sacola na cabeça de outro cidadão, não teria a mesma coragem para pedir ajuda?
Essas pessoas...
Por que um blog sobre a Minha Vida de Pobre?
Cada um destes acontecimentos pode nos levar a refletir sobre a sociedade e sobre as pessoas, ou apenas render boas risadas.
Sei que é muita pretensão minha achar que algum ser racional gastaria algum tempo para ler o que uma reles paulistana tem a contar. Mas, levando em conta a quantidade de irracionais que encontro diariamente, acho que terei um bom público!
